sexta-feira, 7 de outubro de 2011

SIGUR RÓS


Uma pessoa vê isto e fica com vontade de ir à Islândia. Como se todos os islandeses fossem como os membros dos Sigur Rós: fazedores de boa música e evoluídos, e não houvesse políticos nem pessoas ranhosas. Nem o cinzento aflige quando as pessoas começam a chegar aos concertos plantados em lugares improváveis, com os seus casacos e gorros e semblantes calmos, feitos para durar. Também estes moços se queixam de advogados, no entanto, e das barragens, e das casas feias que foram transportadas para o lugar das outras. O nosso abraço.



link para dowload (legendas em português) aqui.


quinta-feira, 6 de outubro de 2011

"DHARMA", BILLY COLLINS


DHARMA
A maneira como a cadela saltita pela porta fora
todas as manhãs
sem um chapéu na cabeça ou um guarda-chuva,
sem dinheiro
ou as chaves da sua casota
nunca deixando de encher o prato do meu coração
com admiração clara como o leite.
Quem dá melhor exemplo
de vida sem obrigações?
Thoreau na sua barraca sem cortinas
com apenas um prato, uma colher?
Gandhi com os seus assistentes e as suas fraldas?
Lá vai ela em direcção ao mundo material
com o seu casaco castanho
e o modesto colarinho azul,
seguindo apenas o seu nariz húmido,
as portas gémeas da sua firme respiração,
seguida apenas pela pluma da cauda.
Se ela não empurrasse o gato para o lado
a cada manhã
e não comesse a comida dele
que modelo de auto-contenção não seria,
que ideal de desapego mundano.
Se ela não fosse sempre tão carente
de uma festa atrás das orelhas,
tão acrobática nas suas boas-vindas,
se somente eu não fosse o seu deus. 

Billy Collins
(mudado para português por rui costa)

ANONYMOUS


“We will not stand by and watch the system take over our way of life. We the people shall stand against the government’s inaction. We the people will not be witnesses to your corruption and ill-gotten profits. We will not labor for your leisure. We will not assist you in any way.”

Ver mais aqui.

Afinal isto é uma "false flag operation"?

Sabemos, logo não sabemos: hiper-realidade.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

NOVOS INTELECTUAIS


- to a ler o moby dick

- muito bom

para além disso li o billy bud

e o bartleby

- e k tal o billy bud?

- funciona simbolicamente

- o meu liquidificador nem isso

tive que comprar a parte de cima nova

- liga à ficha

- não sei, ele inda leva a mal

-

SEU ZEN (3)







A primeira coisa que se deve fazer quando se conhece uma mulher interessante é correr para casa e falar com ela no Facebook.

RC

terça-feira, 4 de outubro de 2011

ADORO ELE


- Adoro ele. Quando vejo ele dormindo nu em pêlo, tenho vontade de rezar uma missa sobre seu peito.

Jean Genet, in “Nossa Senhora das Flores” (Editora Nova Fronteira, Brasil, 1988)

Jean Genet

Jean Genet (…) nasceu em Paris em 1910. Órfão, foi confiado a uma família de camponeses de Morvan. No correr de sua vida se tornou homossexual, ladrão, mendigo, prostituto, presidiário, e, às vésperas de ser condenada a prisão perpétua, por ter respondido a nove processos criminais, foi salvo por um grupo de intelectuais franceses liderados por Jean Cocteau. Um de seus maiores defensores foi (…) Sartre.

(da badana do livro identificado acima)

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

“Ervas flutuantes (Floating weeds)”, de YASUJIRO OZU


No filme de Yasujiro Ozu as pessoas quase não mudam. O líder da trupe de artistas itinerantes decide fazer uma temporada de actuações numa pequena cidade, com o objectivo secreto de passar uns dias com o seu filho. A relação de paternidade nunca foi revelada: o filho pensa que o mestre é seu tio.

O espectáculo tem pouco público e o grupo desfaz-se. Pelo meio há intrigas, ciúmes, a descoberta da verdade. O mestre acaba por abandonar a cidade, acompanhado por uma das actrizes.

Não morre ninguém. Como todos continuam vivos, continuam a ser e a fazer aquilo que sempre foram e fizeram: actores ou o que der, membros de uma família ou outra coisa, eventualmente (no caso do filho) com uma namorada nova.


Cada vez gosto mais de filmes em que nada muda. Em que nem mesmo a mudança muda. Queria ter um fígado super-resistente, eu. Um fígado que não se enfraquecesse com a minha vulnerabilidade, com o mistério da minha força.

(quantas estrelas se dá a um filme assim?)


Eis o link para download rápido e grátis do filme: http://www.megaupload.com/?d=WBG3RN2A

domingo, 2 de outubro de 2011


Não é que vos despreze ou esqueça, contemporâneos meus, escravos de todos, amarfanhados pelo sucesso que vos reina, mas se vocês conseguissem gostar disto, não era, ah que raio de exigência a minha – coisa de escritor que não chora, um alarve – talvez um dia pudéssemos começar alguma coisa, uma civilização decente – ou não, não é preciso, apenas a continuação disto ou outra coisa, discreta que seja, apenas um pouco livre, um pouco grande, se não for pedir muito, claro, e se vos cansardes, pronto, deixai estar



É isso, grande W.S. Merwin: "bowing not knowing to what"


FOR THE ANNIVERSARY OF MY DEATH

Every year without knowing it I have passed the day
When the last fires will wave to me
And the silence will set out
Tireless traveler
Like the beam of a lightless star

Then I will no longer
Find myself in life as in a strange garment
Surprised at the earth
And the love of one women
And the shamelessness of men
As today writing after three days of rain
Hearing the wren sing and the falling cease
And bowing not knowing to what

W.S. Merwin
SOBRE O "IMPLANTES DE CICLONE" - DIZ ROGÉRIO SOARES, NO SEU http://navegantesaomar.blogspot.com/

Adoro os blogueiros portugueses. Sempre que descubro um novo, saúdo com alegria essa descoberta. Prefiro os lusos aos nacionais. Não me falta ocasião para lê-los. O porquê dessa predileção, eu não sei, as razões ainda me escapam. Talvez, julgo eu, sem ter certeza, seja o português castiço, que a maneira própria dos irmãos além-mar me desperte, ocultamente, uma melancolia da língua de Camões. Ou ainda, a maneira incasta, com a qual eles empregam essa mesma língua, contra as manadas a caminho do matadouro.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

MARIA ARMANDA, O QUE TU FIZESTE


GLOBALIZAÇÃO: A generalização dos interesses económicos de um grupo dominante.

Começou por ter uma base territorial (o poderio do país de origem contava muito no sucesso da “empreitada”) para passar a ser trans-nacional (os maiores grupos económicos chegam a ter um orçamento maior que muitos países e são os países que se tornam dependentes deles). Entende-se “grupo” em sentido amplo, podendo ser mais ou menos coeso na sua actuação; e pode estar longe de ser homogéneo (embora aos grupos interesse criar homogeneidades, por ex. harmonizar as legislações dos vários países).

A maior parte das pessoas pensa que a globalização significa viagens mais baratas e sermos todos amigos dos meninos que estão mais ali práqueles lados.

Na verdade, foi a Maria Armanda que iniciou a globalização (os portugueses do séc. XVI já tinham levado os seus bigodes até paragens, digamos, pré-modernas; mas esta senhora introduziu a ruptura epistemológica!) – cantando em várias línguas e mais não sei quê:


COMENTÁRIO DE HUGO CHAVEZ EM 2008



"Ela (Merkel) é a direita alemã, a mesma que apoiou Hitler, que

apoiou o fascismo, essa é a chanceler da Alemanha hoje"



(aqui)

terça-feira, 27 de setembro de 2011

UNIÃO EUROPEIA


Processo colonizador de tipo diplomático desenvolvido pela Alemanha a partir do fim da Segunda Guerra Mundial que consistiu em pagar aos países europeus para eles destruírem a sua capacidade produtiva, tornando-os dependentes, economica e logo politicamente, do Reich.

Uma espécie de nazismo multicultural e moderninho.

Nem tudo foi mau: os estudantes curtiram o programa Erasmus e eu conheci a Martina, uma moça impecável que agora deve ter um namorado decente.

- Fala-se muito de cinismo intelectual.

- És um bruto à moda antiga. Um querido.

- É isso que te atrai em mim?

- Agrada-me a arquitectura primitiva. A ilusão da consciência num corpo usado.

- Tens consciência de que és uma mulher sofisticada?

- Sou uma mulher que gosta de foder.

- Não mudes de assunto.

- Estou a ganhar tempo, querido.

CENA MARADA

Há dias perguntaram-me qual foi a cena mais marada que me aconteceu em 8 anos de blogaria. Ora, de muitas cenas maradas que já me aconteceram, uma das mais maradas foi esta que passo a relatar esperando não vir a ferir os bons sentimentos dos visados. Afinal, já passaram mais de 5 anos e nada disto tem qualquer relevância. No dia 14 de Março de 2006, publiquei no Insónia um post, entretanto importado para aqui, sobre o filme Coisa Ruim. Na caixa de comentários ao dito, à 13:44, apareceu-me isto:

Anonymous said...
Desconhecia que o "sucesso" do filme estava associado ao meu nome. Escapa-me a lógica da coisa. Quanto à banalidade do argumento, seria interessante perceber o que se espera do Cinema e o que entendemos como banal. Porque, a querermos esgravatar e bater, até o argumento de Citizen Kane pode ser resumido de forma banal: ascensão e queda de um homem poderoso. What´s new? E o Padrinho? Uma família que mata uns tipos e tem medo que matem os seus? E Straight Story, de Lynch? Um velho decide visitar o irmão que está a morrer? Big deal. Temos, de facto, entendimentos muito diferentes do cinema. Parece-me que, no seu caso, está ainda na fase do "twist". Enfim, pano para mangas. Mas felicito-o pela sua"crítica" ao filme, com espantoso e rebuscado ensaio sobre o medo. Estou esmagado. Neste país, toda a gente sabe como se faz. E no entanto, continua a haver mais artistas do que obras de arte.
Atentamente, Rodrigo Guedes de Carvalho


Às 14:06 eu respondi:

Eu não sei como se faz, nem quero saber. Limito-me, enquanto espectador, a pensar alto sobre aquilo que vou vendo. Os weblogs dão-nos, a nós espectadores, essa possibilidade. Isto não é nem tem a pretensão de ser uma “crítica”, ainda que entre aspas. Isto é um post, se quiser pode entendê-lo como uma entrada num diário online. Só isso, nada mais. Um espectador a pensar alto sobre o que viu. Nesse sentido, interessa-me muito mais a questão do medo. Sou professor de Filosofia, não sou crítico de cinema. Interessam-me mais as questões “metafísicas”. Quanto ao sucesso do filme: tem dúvidas que assim seja, tem dúvidas que de outra forma o filme não teria tanto tempo de antena nos media? Não tenha, nem se sinta incomodado por isso. Assim se vai aguentando… o país e o mundo.
Atentamente, Henrique Manuel Bento Fialho

P.S.: Ainda quanto ao sucesso do filme - eu escrevi «parte do sucesso do filme» e não «o sucesso do filme». Qual a diferença? Seria bom não tomar o todo pelas partes. E, já agora, as partes pelo todo
.

Este comentário mereceu ainda a seguinte réplica às 15:39:

Caro Bento Fialho: Como Professor de Filosofia, saberá dar o devido valor aos não-ditos. Saber que os silêncios pesam tanto como as palavras. Registo, a propósito, que na sua ofendida resposta já não vem com a conversa do "banal". Quanto às suas certezas de "sucessos a reboque do mediatismo", o senhor é apenas mais um. Há os que tomam partes por todos, como diz, e há os que tomam certezas por palpites. Não sei o que entende por "sucesso". Público? Saberá mais do que eu, que não tenho números de bilheteira. Crítica? Acho curioso então o seu atestado de incompetência à esmagadora maioria dos críticos. Será que, coitados, condescenderam a dizer bem do filme por causa do meu nome? É pena que não perceba que isto da figura pública tem sempre duas faces. E talvez nem sonhe que a mais visível é a que você demonstra: o preconceito pobrezinho de achar que quem aparece na TV não sabe escrever. Quanto à divulgação nos media, jornais, rádio ou TV, se se desse ao trabalho de comparar número e destaque de notícias entre Alice, O Fatalista, Coisa Ruim e agora o Espelho Mágico, veria que não sabe, afinal, do que está a falar. Com uma agravante que parece escapar-lhe: no que respeita a Informação diária, o Coisa Ruim foi absolutamente escondido na RTP e TVI, pelas razões que se imagina...Quanto ao destaque dado pela SIC, lembro-lhe que a SIC foi Televisão Oficial do Fantasporto. Se não falasse do evento, se não lembrasse o facto inédito de um filme português estar a abrir o Festival, isso seria apenas mau jornalismo.
Ah, isto só foi em anonymous porque não percebo nada de blogs e de outra forma pede-me um register ou não sei quê e não estava a entender nada. Mas assino-me, obviamente, que só gosto de coisas às claras.
Rodrigo Guedes de Carvalho


A minha estupefacção aumentava, e às 17:27 pude responder:

Caro Anonymous,
1.º: O meu ganha-pão não é escrever posts, muito menos responder minuciosamente aos comentários que vão caindo nesses mesmos posts;
2.º Você acha mesmo que foi uma ofendida resposta? Amanse-se, homem! Se aquilo foi uma ofendida resposta, o que será uma resposta ofendida?
3.º Deixei a conversa do banal de lado, porque o seu comentário suscitou um assunto que me apetece desenvolver em post. Não tenha pressa.
4.º Quanto ao sucesso, há duas questões: a) parte do sucesso deve-se, naturalmente, ao facto do autor do argumento ser uma figura pública. Assim não fosse e ninguém ligaria “puto” ao argumentista, como acontece na maioria dos filmes (nacionais e não só). Digamos que neste caso, vossemecê – confiando que vossemecê é mesmo vossemecê - está a cumprir o papel da vedeta que falta ao filme. Não tem mal algum nisso. Na máquina promotora do filme, vossemecê é, digamos assim, a BB do Coisa Ruim; b) o que entendo por sucesso? Certamente o que vossemecê entenderá: a aderência do público (incluindo críticos, que não deixam de ser público). E olhe que estes, ao contrário do que vossemecê diz, nem foram muito benevolentes. Vossemecê se calhar não sabe e não liga, mas a sua maioria é diferente da minha. Vejamos a maioria do Actual: há um que resume a coisa às 3 estrelinhas, os restantes três atribuem todos 2 estrelinhas (vai-me desculpar, mas nos jornais eu só leio as estrelinhas); no 6.ª a coisa é confrangedora: 2 dos avisados críticos dão 3 estrelinhas e o outro, de seu nome João Lopes, fica-se por 1 estrelinha. Que diabo! Anda para aqui um gajo a passar atestados de incompetência a maiorias relativas e depois dá nisto!
5.º Vossemecê fala de um «preconceito pobrezinho de achar que quem aparece na TV não sabe escrever». Certamente não se referirá a mim, pois não? Eu, sinceramente, acho que o preconceito, senão a paranóia, é sua. Vossemecê não sabe com quem está a falar e vem para aqui lançar umas postas de pescada insinuando preconceitos a quem desconhece por completo. Não é justo. Mas eu é que não sei do que estou a falar.
Por aqui me fico, desejando-lhe o maior sucesso e, veja bem, confessando-me seu admirador de todas as 20:00…
Saúde,


Às 18:04 o comentador de serviço insistiu:

Estava visto que tínhamos de chegar aqui. Ao vossemecê, à BB, ao amanse-se. À distância de um blog, toda a gente enche o peito, é espigadota e estica o dedo. E, sobretudo, assim se prova que a malta da blogosfera muito gosta de malhar e pouco de ser malhada. Compreende-se. Se ninguém liga puto ao argumentista é porque, caso não tenha reparado, quase nunca há argumentista. O próprio realizador, regra geral, fez uma adaptação de um textinho qualquer, romance antigo ou poema obscuro. Quanto ao João Lopes, há histórias que desconhece e não vou estar aqui a explicar-lhe o que são quezílias de capelinha. Mas a última coisa que quero dizer-lhe é que aproveitei estar por aqui e dei uma voltinha pelos textos e afins. Meu Deus. Com 31 anos e um canudo de Filosofia "a gente" está sempre cheia de certezas. Isso passa. Ah, embora não seja douto filósofo, algo me diz que "aderência" é mais para pneus. E ler críticas não é, de facto, ler estrelinhas. É assim, como dizer, ler uma boa BD só a olhar para os bonecos. Por mim, adeus a esta palhaçada aos olhos dos seus admiráveis leitores. Para mais alguma coisa, e para que não lhe restem dúvidas, envie para xxxxxx@.pt. Se me vai dar mais bicadas, faça-me, por favor, um forward. E creia-me: isto sou eu amansado.

O meu último comentário foi às 19:07:

«assim se prova que a malta da blogosfera muito gosta de malhar e pouco de ser malhada.»

Meu caro, sou eu que estou a delirar ou foi vossemecê que veio para aqui malhar?



Entretanto, o diálogo não se ficou por aqui. Se tivesse ficado não tinha piada. Na caixa de e-mail recebo a seguinte mensagem:

Exmo. Senhor.

Temos aqui uma grande confusão. Vamos ver se consigo explicar-lhe.

- A Produtora Madragoa Filmes, através do seu departamento de Marketing e Promoção, tem por hábito enviar-me tudo o que é referência ao filme Coisa Ruim, blogosfera incluída. Recebo assim, há minutos, a parafernália que já vai no seu blog, com a pergunta: O que é isto, Rodrigo?!
Excelente pergunta. Só tenho uma explicação. A redacção SIC (que não sei se conhece) é um imenso “open space”. E na redacção da SIC, para além de muitas dezenas de verdadeiros amigos e colegas, tenho alguns “anti-corpos”. Penso que infelizmente acontecerá em muitos locais de trabalho.
- Cheguei hoje à SIC por volta das 11.30, a minha hora habitual. Abri o computador, como sempre faço, comecei a trabalhar, e tive depois de sair para um almoço que se prolongou da parte da tarde (preparamos a Operação Mundial 2006). Pequeno pormenor: não desliguei o computador.
- Regressei à Redacção há cerca de 45 minutos e tinha esta desagradável surpresa. Há, aliás, um pormenor pérfido nas mensagens que trocaram consigo. Dão-lhe exactamente o meu e-mail, talvez à espera que eu recebesse insultos sem perceber porquê
. - Resta-me pedir-lhe desculpa por todo este desagradável episódio. Bem sei que não me conhece, mas garanto-lhe que seria incapaz deste tipo de comentários a comentários ou posts, espaços livres por definição para as mais diversas opiniões. Demonstraria falta de maturidade e poder de encaixe, duas características de que me orgulho.
Apesar de não ter responsabilidade no sucedido, aceite as desculpas do

Rodrigo Guedes de Carvalho (agora sim)


A este e-mail respondi eu às 20:06:

Bem,
Para mim isto é tudo incompreensível. Na volta, o Coisa Ruim anda mesmo a atacar aí pela redacção da SIC. Como estou muito cansado, vou limitar-me a perguntar-lhe se quer que apague os comentários, publique esta nota explicativa ou outra coisa qualquer.
Saúde,
Henrique Manuel Bento Fialho


Até que, por fim, o Rodrigo Guedes Carvalho rematou:

Isto de estar a fazer o Jornal da Noite e responder a mail é complicado…
Sim, acredito que possa parecer incompreensível. Entendo a ironia, mas olhe que não há nada mais fácil. Basta vontade e trama-se qualquer colega. Teria dezenas de histórias (com as quais obviamente não o vou maçar)
Deixo totalmente ao seu critério, mas acredite que não é muito agradável a ideia que fica de mim…

E obrigado pela resposta Rodrigo GC

PS - deixo-lhe inclusivamente o meu móvel 9********. Disponha



Nunca dispus e acabei por apagar os comentários. Depois fui ver o Jornal da Noite, a pensar em “pequenos pormenores”. Hoje estou a caminho dos 37 anos, já não sou professor de filosofia, mas estou como outro, “bem ca puta da vida. Obrigado pelos cuidados ;)”.

domingo, 25 de setembro de 2011

A PROPÓSITO, NUNO OLIVEIRA, DE HUMILDADE, O SENHOR QUE SE SEGUE TINHA UMA OPINIÃO QUE, COMO AGORA SE DIZ, VALE O QUE VALE.

«Devo à Providência a graça de ser pobre: sem bens que valham, por muito pouco estou preso à roda da fortuna, nem falta me fizeram nunca lugares rendosos, riquezas, ostentações. E para ganhar, na modéstia a que me habituei e em que posso viver, o pão de cada dia não tenho de enredar-me na trama dos negócios ou em comprometedoras solidariedades. Sou um homem independente. Nunca tive os olhos postos em clientelas políticas nem procurei formar partido que me apoiasse mas em paga do seu apoio me definisse a orientação e os limites da acção governativa. Nunca lisonjeei os homens ou as massas, diante de quem tantos se curvam no Mundo de hoje, em subserviências que são uma hipocrisia ou uma abjecção. Se lhes defendo tenazmente os interesses, se me ocupo das reivindicações dos humildes, é pelo mérito próprio e imposição da minha consciência de governante, não por ligações partidárias ou compromissos eleitorais que me estorvem. Sou, tanto quanto se pode ser, um homem livre. Jamais empreguei o insulto ou a agressão de modo que homens dignos se considerassem impossibilitados de colaborar. No exame dos tristes períodos que nos antecederam esforcei-me sempre por demonstrar como de pouco valiam as qualidades dos homens contra a força implacável dos erros que se viam obrigados a servir. E não é minha culpa se, passados vinte anos de uma experiência luminosa, eles próprios continuam a apresentar-se como inteiramente responsáveis do anterior descalabro, visto teimarem em proclamar a bondade dos princípios e a sua correcta aplicação à Nação Portuguesa. Fui humano».


Discurso de SALAZAR de saudação e agradecimento ao Porto, em 1949, no Palácio da Bolsa, em 7 de Janeiro, ao inaugurar-se a conferência da União Nacional e a campanha para a reeleição do Senhor Presidente da República.

DESCUBRA AS DIFERENÇAS





RICO, BONITO E GRANDE JOGADOR