segunda-feira, 7 de novembro de 2011


A DÉCIMA PRIMEIRA TESE DE MARX SOBRE FEUERBACH

Nas suas onze teses sobre Feuerbach, Marx disse, na 11ª tese

 

“Até agora os filósofos só interpretaram o mundo; a questão é mudá-lo.”


Agora, querido Marx, eu não sei como interpretar-te. Eu não sou tu, e se formos estruturalistas como é que se mudam as estruturas? Se formos mais fenomenológicos, fazemos o quê a partir da consciência e dos seus objectos? E mudar o mundo pra pior, também vale? (olha, no meu caso, as mudanças que fiz sempre me deram cá um prejuízo que nem te conto). A donna haraway, por exemplo, gosta de cyborgs e da sua perversidade polimorfa (a ultrapassagem dos dualismos!). E meter um chip de razoabilidade nas pessoas não seria boa ideia? Ou acreditarmos, e esperarmos, que a educação melhore (ainda que façamos alguma coisa por isso)? Ah Marx, não será a mudança um outro deus, tão pequenino e franganote como o anterior? Diz-me já como é que eu devo interpretar-te, ouviste?

3 comentários:

Cuca disse...

Não acho nada bonito dares ordens a Marx...

Joana disse...

A Haraway também gosta de cães. Do olhar do cão.

Rui Costa (msgtorc@hotmail.com) disse...

cuca: mas ele achou e já me respondeu (e ao chico xavier)

joana: eu gosto mais das orelhas.