quarta-feira, 2 de novembro de 2011

A AURA DOS SANTOS



Andam com os cãezinhos pela trela a varrer o caminho, e criam uma força magnética que me afasta os pés, eu quase aos saltos, porque não gosto de ser lambido por animais que depois são tão pródigos que me deixam desossado por dentro (e por fora incisivo). Seguram as crianças pelo cheiro, sabem-no de cor. Descem no elevador a diamantar sorrisos, entra uma e sorri, entra outra e mexe no nenem. Os bacanitos não retribuem os sorrisos e isso torna-se irritante, sobretudo para mim, que nem sempre bom-dio. Já na entrada do prédio, armam o estendal com a sua fortaleza de parideiras efectivas e com resultados à vista. Estendem os minis no pátio, como árvores com o ritual que merecem, e eu quase não desvio a torpeza de ser apenas um. 

1 comentário:

Joana disse...

este texto não tem sujeito. Por que é que "Elas" têm de estar sempre sub/desentendidas? Daí a "torpeza de ser apenas um".